sábado, 10 de novembro de 2018
Infrações felizes
Atração à primeira vista !
Classudo, embalagem linda, moreno forte.
No momento, a minha medida.
Em plena Suíça, a heresia:
Apaixonei-me por um belga
...e me entreguei.
Mordi-o, de imediato, ao primeiro contato.
Ele derreteu-se todo pra mim.
Um encontro de delícias !
Ahhh, en-levou-me aos céus !
Noite após noite de desejo e suspiros e satisfação intensa.
E apetite, anseio de quero mais...
De só nós dois.
Comi, comi muuito, diariamente.
Fartei-me... sem culpa, só prazer !
Pode crer ?
Sensação de pecado, delito, pesar ?
Não, naaaada !
Nem pensar.
Arrependimento ?
Só de não tê-lo trazido comigo
...para mais momentos de de-leite
Com amêndoas, avelãs... no mais puro cacau.
Mas cada coisa tem seu tempo.
De volta ao lar, livre,
Prazer há de ser de sabor bem tropical,
De essência local.
Hummmm !...
Se salivo é bom sinal.
terça-feira, 6 de novembro de 2018
Saber que nada sei é... sensacional !
Sei que nada sei não é um conceito, é constatação.
Não é uma metáfora, mas metamorfose.
Viajar, por exemplo, é uma forma de atestar que ainda não se sabe...
Mesmo munido de muita informação.
Pode dar-se no sofá, em sala de aula... deitado, de carro, por papel, tela... avião.
Só, acompanhado, face à face... ou não.
É vivenciar o inabitual, adentrar diversidade, desafiar-se em novidades.
É enveredar pelo que, antes, era incógnita, imaginação, notícia, noção...
E confirmá-lo ou não, em concretude.
É gozar sonhos, dar-lhes cor, sabor, visão... con-tato, pulsão,
Passeando por surpresas.
É embarcar em realidade fora da realidade rotineira, conhecida.
Abrir-se a outros costumes, convívios, ciências, histórias... paisagens, naturezas.
Mergulhar mundos, testar teorias, provar modos de vida.
Fazer momentos e memórias... de imagens, experiências, emoções.
Se leitura leva a viajar, viagem saindo do lugar é versão multidimensional de ler.
É deixar os livros e viver... com todos os sentidos.
Palpar o que se imaginou, expirar em meio que inspirou... e ir além,
Abandonando a fantasia e empreendendo, aconteSendo o sonho.
Saber que nada se sabe, por qualquer face que se tome, é encantamento puro,
Porta aberta pra clarear escuro.
Não há mente que dê conta de abarcar o que esse andar pode conter,
O que esse ver pode mostrar, esse viver pode imprimir do que há para aprender.
Saber que nada se sabe é revigorar-se a cada esquina, a cada conto, a cada canto.
Trazer à vida a dança de tira e põe de impressões... e enriquecer biografia.
Sei que nada sei é um princípio de frescor fantástico.
A juventude e a maturidade moram nessa máxima que insta, instante a instante, a avançar.
Que convida a viajar... a gente.
Saiba que nada sabe e... viaje !...
Por pessoas, por livros, lugares... voando, andando... ou não.
Vá a pé, de trem, na poltrona... sem abrir mão de levar seu coração.
Viaje no sentir, no perceber, na emoção de descobrir e de crescer.
Na aventura de não se acomodar ante tanto a desbravar.
Viaje do verbo agir.
"Coloque coração para andar e terá asas nos pés".
domingo, 4 de novembro de 2018
Da dieta da meNina
Se não for para ser doce, não serve.
Dou-me, hoje, o direito de escolher.
Digo não ao que não me adoçar,
Ao que puder amargar, azedar, ferver...
Minguar, murchar o viver.
Por que, a esta altura da história, diferente faria ?
Qual a minha obrigação, agora, senão ouvir, abrir o coração ?!
Moldar-me para agradar o alheio ?
Não me entenda mal.
Não que o outro não conte.
Importa, e bastannnte ! E, aliás, fundamental.
Não pode, entretanto, estabelecer meus valores,
Medidas minhas de marchar, nutrir-me, proceder.
Infância deu adeus, juventude já se foi.
Maturidade traz liberdade extra, de consciência
De ponderar, eleger lugar ao sol
... e órbita de si.
Nada mais a provar pra ninguém,
Dependente apenas de fazer feliz idade,
Quero saber do sabor da afetividade,
Exercitar, açucarar meus temperos
E melhorar a alquimia do amor.
Se não for pra ser doce, não desço,
Passo o ponto do bonde,
Passo ao passo seguinte,
Pulo em outra estação.
Esta é de vitória de recheio sobre cobertura,
De valoração de conteúdo sobre arquitetura.
Foi-se tempo de tomar casca por cartão de visita
Ou ingresso para os shows da vida !
Hoje o jogo é da gente consigo... em primeiro lugar.
De investir em ser para ter o que dar...
E tratar com mais apreço e com mais acerto
O outro... também.
Ou quem ganha é ninguém.
Assim, valorizando o PIB primeiramente,
Para consumo interno e boa exportação,
Ao que não me adoçar digo não.
Apurei o paladar por qualidade de ser.
Desse doce não faço dieta,
Faço questão.
Assinar:
Comentários (Atom)